🎯 Pertencer e crescer: as duas decisões estratégicas de 2026
Comunidade constrói marca. Valuation constrói futuro.
Em 2026, duas perguntas estão no centro da estratégia de qualquer empresa: com quem você constrói sua marca? e quanto ela realmente vale?
De um lado, microcomunidades transformam consumidores em defensores e pertencimento em diferencial competitivo. Do outro, o valuation ganha protagonismo como ferramenta essencial para planejar crescimento, atrair investidores e tomar decisões com mais segurança.
O mercado está cada vez menos sobre falar com todos e cada vez mais sobre falar certo com os certos. Marcas relevantes estão deixando o megafone de lado para construir vínculos reais em comunidades menores, mas altamente engajadas. Ao mesmo tempo, empreendedores precisam olhar para dentro do negócio com maturidade financeira, entendendo sua capacidade de gerar caixa e projetar valor no longo prazo.
Nesta edição, você vai entender por que as microcomunidades se tornaram o novo centro de gravidade das marcas e como calcular o valor de uma empresa pode ser o passo decisivo para crescer com estratégia. Porque, no fim das contas, crescer sem comunidade enfraquece a marca — e crescer sem valuation enfraquece o negócio.
🤝 Microcomunidades: o novo centro de gravidade das marcas em 2026
Se antes o objetivo era alcançar o maior número de pessoas possível, hoje a estratégia mais inteligente é outra: construir comunidades pequenas, engajadas e com vínculos reais.
São nesses espaços de afinidade que surgem lealdades duradouras, conversas verdadeiras e impactos que se espalham para muito além do digital.
A lógica do marketing está sendo redesenhada. Grandes audiências perdem força diante de grupos altamente conectados por valores, estilos de vida e interesses em comum. Chamamos isso de microcomunidades e elas já estão moldando o futuro das marcas mais relevantes do mercado.
Exemplos como o podcast Gostosas Também Choram e os “Treinões” do Chapadinhas de Endorfina mostram como o pertencimento virou diferencial competitivo. Marcas que sabem se inserir nesses espaços, sem soar forçadas ou invasivas, conquistam não só atenção, mas espaço na vida do consumidor.
💬 Influência real acontece onde há vínculo
Com o crescimento dessas comunidades, também surge um novo perfil de comunicador: o microinfluenciador. Eles não falam com milhões, mas geram impacto com milhares e isso faz toda a diferença.
Campanhas com microinfluenciadores são até 65% mais eficientes por real investido, segundo estudo da Kantar.
Essa eficácia vem da proximidade: o público os vê como gente real, que fala a mesma língua e compartilha os mesmos códigos culturais. Marcas que apostam neles não compram apenas mídia, compram contexto, confiança e pertencimento.
Mais do que falar para alguém, essas vozes falam com alguém. E é nessa troca que surgem os verdadeiros defensores da marca — não por contrato, mas por afinidade.
🧠 Microcomunidades funcionam como laboratório vivo
Microcomunidades são espaços quase secretos, onde quem está dentro sente que pertence — e quem está fora quer entrar. Grupos no WhatsApp, canais no Discord, clubes de assinatura, fóruns nichados… É lá que piadas internas, tendências e decisões de compra nascem com autenticidade.
Esses espaços são perfeitos para observar comportamentos emergentes, testar ideias e adaptar linguagens. Marcas que participam ativamente dessas trocas captam insights preciosos que muitas vezes demoram a aparecer em pesquisas tradicionais.
Como bem disse a Forrester Research, participar de uma microcomunidade é como ter um “backstage pass”: cria uma sensação de exclusividade, intimidade e escuta que fortalece laços de forma orgânica.
📊 Os dados mostram: comunidade vende (e fideliza)
Estudos recentes reforçam o que já está evidente para quem observa o comportamento digital: o senso de pertencimento influencia diretamente na decisão de compra. Segundo a TrueLoyal, 73% dos consumidores que participam de comunidades de marca têm mais chances de recomendar seus produtos e serviços.
Mais do que recomendação, há identificação: 84% afirmam que o ambiente ao redor da marca impacta como se sentem em relação a ela.
Isso transforma a comunidade em uma poderosa plataforma de engajamento e amplificação. E mais: 88% das pessoas confiam mais nas indicações de pessoas conhecidas do que em qualquer tipo de publicidade tradicional.
É aí que entra o UGC (conteúdo gerado por usuários): posts, fotos e vídeos espontâneos que validam a marca socialmente — de forma muito mais poderosa que um anúncio.
👥 Para a Gen Z, comunidade é identidade
A geração Z entende a comunidade como extensão da sua identidade. Para esses jovens, pertencer é mais do que seguir: é criar, cocriar e sentir que sua voz importa.
Segundo a pesquisa Gen We and the Digital World, 67% fazem parte de alguma comunidade ativa e 70% dizem que isso os faz se sentirem mais como indivíduos.
Aplicativos como Discord e Twitch, com foco em comunidade fechada, são vistos por 41% da Gen Z como espaços privados da internet. Eles buscam segurança, diálogo horizontal e um ambiente que celebre suas diferenças, e não que padronize comportamentos.
Marcas que entendem isso passam a ser percebidas não como “empresas”, mas como plataformas de expressão, pontos de encontro e suporte emocional — um salto simbólico gigantesco.
🌍 Casos reais de quem está fazendo acontecer
A Netflix conversa com seu público diretamente via WhatsApp, compartilhando memes e bastidores como se estivesse em um grupo de amigos.
A Granado viu um de seus produtos clássicos virar fenômeno de vendas graças ao conteúdo gerado por consumidores. Já a Louis Vuitton apostou em um game no Discord para se conectar com jovens apaixonados por moda, arte e cultura digital.
Esses exemplos mostram que não se trata de falar com todos — mas de falar certo com os certos. E isso significa sair da lógica do “gritar no megafone” e entrar na era da escuta ativa, da interação diária e da construção conjunta de valor.
Microcomunidades não são tendência. São a nova base da cultura digital — e o lugar onde sua marca pode (e deve) se fazer presente de maneira autêntica e relevante.
💰 Como calcular o valor de uma empresa: os principais métodos de valuation
Saber quanto vale uma empresa vai muito além da curiosidade. O valuation é uma ferramenta estratégica que orienta decisões importantes como entrada de investidores, fusões e aquisições, sucessão familiar, venda parcial do negócio ou definição de planos de crescimento.
Mas calcular o valor de uma empresa não é simples. Não existe uma fórmula única que sirva para todos os casos. O método ideal depende do tipo de negócio, do setor, do estágio de maturidade e, principalmente, do objetivo da avaliação. A seguir, você confere os conceitos fundamentais e os principais métodos utilizados no mercado.
📊 Conceitos fundamentais do valuation
Antes de falar dos métodos, é essencial entender alguns conceitos que aparecem em praticamente qualquer avaliação.
Valor x preço
Valor e preço não são a mesma coisa. O valor está ligado à capacidade da empresa de gerar benefícios econômicos no futuro, considerando lucros, crescimento, riscos e sustentabilidade. Já o preço é quanto alguém efetivamente paga em uma negociação, influenciado por mercado, momento econômico e poder de barganha.
O valuation busca estimar um valor justo que sirva de referência para negociações.
Fluxo de caixa
O fluxo de caixa mostra o dinheiro que entra e sai da empresa. No valuation, o foco está no Fluxo de Caixa Livre (FCL), que representa o caixa disponível após despesas operacionais e investimentos necessários para manter e expandir o negócio.
Ele indica a capacidade real de geração de riqueza.
Custo de capital (WACC)
O WACC (Custo Médio Ponderado de Capital) é a taxa usada para trazer os fluxos de caixa futuros a valor presente. Ele considera o custo do capital próprio (acionistas) e de terceiros (dívidas).
Quanto maior o risco do negócio, maior o WACC — e menor tende a ser o valor da empresa.
EBITDA
O EBITDA (LAJIDA) mede o desempenho operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização. É muito usado para comparar empresas e como base para múltiplos de mercado.
🏢 Métodos baseados em ativos
Esses métodos olham para o patrimônio da empresa em um determinado momento, analisando ativos e passivos. São mais indicados para negócios intensivos em bens físicos ou situações específicas, como liquidação.
Valor contábil
É o método mais simples: Ativos – Passivos = Patrimônio Líquido.
Vantagem: fácil de calcular.
Desvantagem: usa valores históricos e ignora intangíveis e potencial futuro.
É comum em empresas industriais ou avaliações com finalidade contábil.
Valor patrimonial líquido ajustado
Aqui, ativos e passivos são ajustados ao valor de mercado. Um imóvel registrado por custo histórico, por exemplo, é reavaliado pelo preço atual.
Vantagem: mais realista que o valor contábil.
Desvantagem: ainda não considera o potencial futuro de geração de caixa.
É usado em reorganizações societárias e fusões.
📈 Métodos baseados em múltiplos de mercado
Também chamados de avaliação relativa, comparam a empresa com outras similares já negociadas no mercado.
A lógica é simples: empresas parecidas tendem a ter valores parecidos.
Principais múltiplos
P/L (Preço/Lucro)
Indicação: para empresas com lucros estáveis.
Limitação: não funciona bem com prejuízo ou lucros voláteis.
EV/EBITDA (Valor da Empresa/EBITDA)
Muito utilizado, pois reduz distorções contábeis e foca na geração operacional.
P/F (Preço/Faturamento)
Usado em startups ou empresas em crescimento que ainda não têm lucro consistente.
Vantagens: simples, rápido e reflete o mercado.
Desvantagens: difícil encontrar comparáveis perfeitos e sensível a ciclos econômicos.
É bastante usado como complemento ao Fluxo de Caixa Descontado.
🔎 Fluxo de Caixa Descontado (FCD): o método mais completo
O FCD é considerado o método mais robusto. Ele parte do princípio de que o valor da empresa hoje é o valor presente dos fluxos de caixa que ela gerará no futuro.
É uma abordagem prospectiva, focada no potencial de geração de riqueza. Confira as principais etapas:
1️⃣ Projeção do Fluxo de Caixa Livre
Projeta-se receitas, custos, investimentos (CAPEX) e capital de giro para os próximos 5 a 10 anos.
Fórmula simplificada:
FCL = EBITDA – Impostos – CAPEX – Variação do Capital de Giro
A qualidade dessa projeção é determinante para o resultado final.
2️⃣ Cálculo do WACC
Define-se a taxa de desconto com base no risco do negócio e na estrutura de capital.
Quanto maior o risco, maior o WACC — e menor o valor presente dos fluxos futuros.
3️⃣ Valor terminal
Após o período projetado, calcula-se o valor da empresa na perpetuidade.
Pode ser feito por:
Crescimento perpétuo
Aplicação de múltiplo de saída
4️⃣ Desconto a valor presente
Todos os fluxos projetados e o valor terminal são trazidos para o valor atual usando o WACC.
A soma resulta no valor estimado da empresa.
Vantagens: mais completo e fundamentado.
Desvantagens: altamente sensível às premissas adotadas.
Pequenas alterações em crescimento ou taxa de desconto podem mudar significativamente o resultado.
🚀 Outros métodos complementares
Método de Venture Capital
Voltado para startups. Projeta um valor futuro (3 a 7 anos) e desconta por uma taxa de retorno elevada, compatível com o risco do investimento.
Opções reais
Considera a flexibilidade gerencial: expandir, adiar ou abandonar projetos. É útil em setores inovadores e ambientes de alta incerteza.
Método misto
Na prática, muitos analistas combinam métodos. Por exemplo: usam FCD como principal e validam com múltiplos de mercado.
🎯 Valuation: ciência e arte
O valuation é ciência porque utiliza fundamentos financeiros, dados contábeis e modelos matemáticos. Mas também é arte, pois depende de premissas realistas, experiência e visão estratégica.
Não existe um único método correto. O valor estimado depende:
Do objetivo da avaliação;
Do estágio da empresa;
Do setor;
Da qualidade das informações;
Das premissas adotadas.
Por isso, contar com apoio especializado é essencial para garantir uma análise consistente e alinhada à estratégia do negócio.
No fim das contas, entender quanto sua empresa vale não é apenas uma questão financeira. É uma ferramenta poderosa para tomar decisões com mais segurança e planejar o futuro com clareza.
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🗞️ Fique por dentro
Carnaval aquecido, mais ambulantes se formalizando como MEI, empresas acelerando o uso de inteligência artificial e aprendizados que custaram milhões. O cenário muda rápido e quem empreende precisa acompanhar de perto o que está por trás desses números.
Nesta edição, reunimos dados, panoramas e movimentos que mostram para onde o mercado está caminhando e o que isso significa, na prática, para o seu negócio. Informação clara, direta e útil para você tomar decisões com mais estratégia e menos improviso.
🎭 Carnaval movimenta R$ 18,6 bilhões e cresce 10% em 2026
O Carnaval de 2026 movimentou R$ 18,6 bilhões na economia brasileira, um crescimento de 10% em relação a 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério do Turismo. O aumento no volume financeiro foi impulsionado pela alta circulação de turistas nas principais capitais e destinos tradicionais de Carnaval, além do crescimento no consumo durante o período.
Hotéis, bares, restaurantes, transporte e comércio de rua registraram forte demanda, refletindo diretamente na geração de renda e oportunidades temporárias de trabalho. Os números confirmam que o Carnaval vai muito além da folia: é uma engrenagem importante para a economia nacional. Para pequenos e médios empreendedores, o período representa uma janela estratégica para aumentar o faturamento, atrair novos clientes e fortalecer o caixa no início do ano.
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📈 Cresce número de ambulantes registrados como MEI em 2025
O número de ambulantes que se formalizaram como Microempreendedor Individual (MEI) cresceu em 2025, segundo dados divulgados pelo governo federal. A formalização tem avançado especialmente entre trabalhadores informais que atuam em ruas, feiras e grandes eventos, refletindo uma busca maior por segurança jurídica e acesso a benefícios.
Ao se tornarem MEI, esses profissionais passam a ter CNPJ, possibilidade de emitir nota fiscal, acesso a crédito, benefícios previdenciários e maior organização financeira. A medida também facilita a participação em eventos oficiais e amplia oportunidades de venda para empresas e órgãos públicos.
Isso demonstra que cada vez mais trabalhadores informais enxergam a regularização como um passo estratégico para crescer, aumentar o faturamento e atuar com mais estabilidade no mercado.
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🧠 70% das empresas já usam IA no RH, aponta estudo
A inteligência artificial deixou de ser tendência e virou realidade também no setor de Recursos Humanos. Segundo estudo recente, 70% das empresas já utilizam IA em seus processos de RH, especialmente nas etapas de recrutamento e seleção. A tecnologia vem sendo aplicada para triagem de currículos, análise de perfis e automação de tarefas operacionais, trazendo mais agilidade e eficiência para as equipes.
Além de reduzir o tempo de contratação, a IA ajuda a tornar os processos mais estratégicos, permitindo que os profissionais de RH foquem em decisões mais analíticas e menos burocráticas. O movimento mostra como a transformação digital está impactando áreas tradicionalmente humanas, exigindo adaptação e novas competências no mercado de trabalho.
🔗 Confira mais sobre o estudo aqui.
🔔 Nos vemos na próxima edição, mas antes só um lembrete….
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