Comunicação afiada, empresa alinhada
Como um ajuste na maneira de se comunicar pode transformar os resultados da sua empresa
Você pode ter a melhor equipe, os melhores produtos e até um plano de marketing redondinho. Mas se a comunicação não flui, tudo trava. Nesta edição, vamos direto ao ponto: mostrar como a comunicação interna pode ser a chave para melhorar a produtividade, reduzir erros e criar um ambiente de trabalho mais leve e eficiente.
E não para por aí. Também trazemos um guia atualizado para entender de vez como funciona o cálculo do Simples Nacional em 2026. Afinal, imposto não pode ser só assunto do contador — é parte da estratégia de crescimento da empresa.
No fim, o que conecta tudo é a clareza. Clareza no comunicar. Clareza nos números. Clareza nas decisões. Porque é com ela que a empresa caminha mais rápido, com menos ruído e mais resultado.
🔊A comunicação pode mover o ponteiro da sua empresa (para cima ou para baixo)
Você deve ter ouvido que a “Comunicação não é o que você fala, mas o que o outro compreende”, frase atribuída popularmente ao famoso publicitário inglês David MacKenzie Ogilvy, mas também dita de outras formas por outras pessoas em outros momentos.
E por mais batida que pareça, ela continua absolutamente verdadeira — especialmente no mercado de trabalho.
Independentemente do tamanho da sua empresa (com 3 ou 300 funcionários), uma comunicação eficiente é o que garante que todo mundo esteja remando na mesma direção. Isso significa mais clareza, alinhamento e menos tempo perdido com retrabalho, conflitos e decisões erradas.
Uma pesquisa do Project Management Institute Brasil (PMI) com grandes empresas revelou que 76% das falhas em projetos estão relacionadas a problemas de comunicação.
E isso não é papo de multinacional: a comunicação interna impacta diretamente a produtividade, a motivação da equipe e, claro, o faturamento.
🗣️ Os vilões silenciosos da má comunicação
E lá se vai o investimento de marketing todo pelo ralo…
Mas quando a comunicação falha, os problemas podem ser ainda maiores e não demoram a aparecer — e eles custam caro. Aqui vai uma lista direta ao ponto do que pode estar drenando energia (e dinheiro) da sua empresa sem você perceber:
Desmotivação em massa: colaboradores sem direção se sentem inúteis e improdutivos.
Conflitos e fofocas: sem clareza, as lacunas viram mal-entendidos e tensão no ar.
Produtividade em queda livre: sem saber o que fazer (ou por que), a equipe trava.
Estresse nas alturas: a falta de informação é terreno fértil para ansiedade e burnout.
Erros em série: instruções vagas geram retrabalho — e prejuízo.
Engajamento zero: sem propósito e clareza, ninguém veste a camisa de verdade.
Atrasos e retrabalhos: reuniões improdutivas, tarefas mal distribuídas, prioridades trocadas…
Perda de clientes: atendimento desalinhado e falhas no pós-venda afastam oportunidades.
Inovação bloqueada: ambientes confusos e inseguros sufocam ideias novas.
Aumento de advertências e ruídos entre times: e o clima vai por água abaixo.
Agora, vamos ser diretos: comunicação não é só transmitir uma mensagem. É criar entendimento. Tornar algo comum entre as partes. E isso exige mais escuta do que fala.
🤝 Empresas que se comunicam melhor, performam melhor
Líderes que dominam a comunicação têm equipes mais engajadas, menos rotatividade e resultados mais consistentes. Não é achismo — é estatística.
Um estudo da Tower Watson mostrou que gestores que se comunicam bem conseguem manter o engajamento da equipe em alta e impactar diretamente os resultados: equipes bem informadas são até 26% mais produtivas.
Ou seja, investir em comunicação é investir em desempenho. Agora, se você quer começar a ajustar o tom dentro da sua empresa, aí vai uma lista para colocar em prática.
📢 13 estratégias para comunicar melhor (e fazer sua empresa crescer com isso)
Comunicar bem no trabalho não é talento nato, é prática. E prática pede método. Pequenas mudanças na forma de falar, ouvir e se posicionar fazem uma diferença enorme no dia a dia das equipes.
A seguir, reunimos 13 estratégias essenciais para tornar sua comunicação mais clara, assertiva e realmente produtiva no ambiente profissional. Confira:
1. Escuta ativa
Preste atenção de verdade. Escute com foco, sem interromper, e demonstre interesse no que está sendo dito. Isso faz toda a diferença no resultado que você deseja alcançar com a comunicação.
2. Clareza na expressão
Seja direto, simples e educado. Evite enrolar, vá ao ponto e confirme se a outra pessoa entendeu, sempre com cordialidade para que o impacto nas ações de quem está te ouvindo seja positivo.
3. Adaptabilidade comunicativa
Cada conversa pede um tom. Ajuste seu estilo de acordo com quem está do outro lado, levando em conta o contexto e as diferenças culturais ou pessoais. Isso aumenta (e muito!) a chance da sua mensagem ser bem recebida.
4. Feedback construtivo
Saber dar (e receber!) feedback é essencial. Foque no que pode ser melhorado, traga sugestões práticas e mantenha um tom positivo. O objetivo não é apontar erros, mas crescer junto.
5. Comunicação não-verbal
Seu corpo também fala. Preste atenção na postura, expressões faciais e gestos. Eles precisam estar em sintonia com o que você diz, não deixando espaços para ruídos ou dúvidas na comunicação.
6. Empatia profissional
Ouça com atenção, perceba o que está por trás das palavras e leve em conta as emoções e necessidades dos outros. A empatia abre portas e constrói pontes no dia a dia profissional.
7. Assertividade equilibrada
Você pode (e deve!) se posicionar com clareza e segurança — sem perder o respeito ou a cordialidade. Ser assertivo é diferente de ser agressivo.
8. Gestão de conflitos
Nem todo desacordo vira briga. Saber lidar com conflitos de forma madura e focada na solução é uma habilidade valiosa, que faz toda diferença em ambientes colaborativos.
9. Comunicação digital com etiqueta
E-mail, WhatsApp, vídeo, Slack… Cada ferramenta tem seu jeito. Use com consciência, clareza e profissionalismo. A etiqueta digital é parte da sua imagem.
10. Apresentações que engajam
Nada de PowerPoint sonífero… Conte histórias, use exemplos reais e interaja com a audiência. Falar para um grupo não precisa ser um bicho de sete cabeças. Com preparo, organização e conexão com a audiência, você consegue transmitir sua mensagem de forma marcante.
11. Escrita clara
Na hora de escrever, menos é mais. Vá direto ao ponto, organize bem as ideias e escolha palavras simples — sem perder o tom profissional.
12. Networking estratégico
Construir boas conexões é um jogo de longo prazo. Comunique-se de forma genuína, mantenha o contato e esteja presente. As melhores oportunidades vêm de boas relações.
13. Reuniões com propósito
Não basta marcar, tem que saber conduzir. Defina objetivos claros, siga uma pauta e garanta espaço para todos participarem. Assim, todo mundo ganha tempo e você gera resultado.
Quer ver sua empresa crescer com mais fluidez, menos ruído e melhores resultados? Aposte em uma comunicação clara, humana e estratégica. É isso que diferencia empresas que “só funcionam” daquelas que realmente evoluem.
🚀 Aprenda com a Treeunfe: Como funciona o cálculo do Simples Nacional em 2026?
O Simples Nacional foi criado para simplificar a rotina tributária das micro e pequenas empresas, mas o cálculo do imposto exige mais atenção do que parece. Em 2026, entender essa lógica deixou de ser apenas uma obrigação fiscal e passou a ser uma ferramenta essencial de gestão.
O principal ponto de atenção é que o imposto não é calculado com base em uma alíquota fixa: o que realmente importa é a alíquota efetiva, que varia conforme o faturamento acumulado dos últimos 12 meses (RBT12).
Na prática, o valor do DAS muda mês a mês e acompanha o crescimento da empresa. Por isso, olhar apenas a tabela do Simples pode levar a erros de planejamento, precificação e até surpresas no caixa.
O cálculo considera a faixa de faturamento, a alíquota nominal e a parcela a deduzir, garantindo uma tributação progressiva, parecida com a lógica do Imposto de Renda.
Como calcular o imposto no Simples Nacional em 2026?
No Simples Nacional, o valor do imposto pago mensalmente é definido a partir da alíquota efetiva, que leva em conta o faturamento acumulado dos últimos 12 meses (RBT12) e a faixa em que a empresa está na tabela do anexo correspondente. A fórmula para chegar à alíquota efetiva foi definida pela Lei Complementar nº 155/2016 e continua valendo em 2026.
A fórmula da alíquota efetiva:
Alíquota efetiva = [(RBT12 x Alíquota nominal) – Parcela a deduzir] / RBT12
Esse cálculo deve ser feito todos os meses, sempre considerando o faturamento acumulado dos últimos 12 meses. O resultado da fórmula será um número decimal, que deve ser multiplicado por 100 para chegar à alíquota em percentual.
Por exemplo: se o resultado da fórmula for 0,0855, a alíquota efetiva será de 8,55% naquele mês.
A lógica por trás dessa fórmula é a progressividade: quanto maior o faturamento ao longo do tempo, maior tende a ser a carga tributária. Mas isso acontece de forma gradual, sem saltos bruscos.
A cada faixa da tabela, a alíquota nominal aumenta, mas a parcela a deduzir também cresce, equilibrando o cálculo — uma lógica semelhante ao Imposto de Renda da Pessoa Física.
E se a empresa ainda não completou 12 meses?
Empresas novas não usam o faturamento real acumulado, já que não têm 12 meses completos. Nesses casos, a Receita Federal utiliza uma projeção proporcional:
Soma-se o faturamento dos meses existentes, divide-se pela quantidade de meses de atividade e multiplica-se por 12.
Isso evita que o cálculo fique distorcido e garante uma cobrança mais justa logo no início da operação.
Os anexos do Simples Nacional: onde sua empresa se encaixa?
O Simples Nacional é dividido em cinco anexos, cada um voltado a um tipo de atividade econômica. Cada anexo tem sua própria tabela, com faixas de faturamento, alíquotas nominais e parcelas a deduzir diferentes.
Veja a seguir um resumo atualizado para 2026:
Anexo I – Comércio
Empresas que revendem mercadorias, como lojas e comércios em geral.
Alíquotas nominais: de 4% (1ª faixa) até 19% (6ª faixa)
Anexo II – Indústria
Empresas que fabricam ou transformam produtos. Inclui o IPI no DAS.
Alíquotas nominais: de 4,5% até 30%
Anexo III – Serviços
Abrange diversas atividades de serviços, como academias, agências, oficinas, clínicas e parte dos serviços intelectuais.
Alíquotas nominais: de 6% até 33%
Muitas dessas atividades podem ter a alíquota reduzida via Fator R.
Anexo IV – Serviços específicos
Limpeza, vigilância, construção civil e advocacia, entre outros.
Não inclui a Contribuição Patronal Previdenciária (CPP) no DAS, que deve ser paga à parte sobre a folha.
Alíquotas variam conforme a atividade.
Anexo V – Serviços intelectuais
Engenharia, TI, consultorias, medicina, entre outros.
Alíquotas nominais: de 15,5% até 30,5%
Atividades podem migrar para o Anexo III com Fator R, reduzindo bastante o imposto.
Tabela resumo dos anexos e alíquotas iniciais (2026)
Anexos, Fator R e decisões que pesam no bolso
Outro ponto decisivo no Simples Nacional é o enquadramento correto no anexo, que varia conforme a atividade da empresa. Para negócios de serviços, o destaque vai para o Fator R, que pode reduzir significativamente o imposto.
Quando a folha de pagamento representa 28% ou mais do faturamento, a empresa pode sair de um anexo mais caro e migrar para um mais leve, gerando economia real mês a mês.
Erros como não atualizar o RBT12, confundir faturamento com recebimento ou ignorar retenções de ISS ainda são comuns e custam caro. Em 2026, acompanhar esses números de perto deixou de ser detalhe: é parte da estratégia.
Dominar o cálculo do Simples Nacional ajuda o empreendedor a proteger margens, tomar decisões mais seguras e crescer com mais previsibilidade financeira.
👉 Quer entender o cálculo completo, os exemplos práticos e como pagar menos imposto dentro da lei? Leia o conteúdo completo no blog.
🗞️ Fique por dentro
Mudanças, tendências e novas oportunidades: acompanhar o mercado é essencial para quem empreende. Nesta edição, você vai conhecer o novo app do MEI, entender como as lojas físicas estão se transformando e por que a chamada “economia prateada” pode movimentar ainda mais os negócios no Brasil. Bora de cafezinho e notícias?!
📱 Meu MEI Digital: novo app reúne serviços essenciais para quem empreende
O governo federal lançou o Meu MEI Digital, um aplicativo gratuito que concentra diversos serviços antes disponíveis apenas no Portal do Empreendedor. Agora é possível, direto do celular, emitir documentos, consultar pendências, acompanhar o DAS, acessar crédito facilitado e até receber alertas para não perder prazos.
Além disso, o app conta com uma assistente virtual com IA, que responde dúvidas em tempo real. A proposta é tornar o dia a dia do MEI mais simples, organizado e conectado com os serviços oficiais.
🔗 Leia a notícia completa no link.
🏬 Reinvenção das lojas físicas é tendência no varejo
Mesmo com o avanço das vendas online, o varejo físico está longe de perder força. O que muda é o papel das lojas: elas passam a ser espaços de experiência, convivência e conexão com a marca.
Essa transformação exige uma nova postura dos empreendedores, que precisam repensar seus pontos de venda para encantar o cliente desde a vitrine até o atendimento — combinando o melhor do físico com o digital.
🔗 Veja a matéria completa no link.
👵 Economia prateada ganha força no Brasil
Com o envelhecimento da população, cresce a chamada “economia prateada” — formada por pessoas com mais de 50 anos que seguem ativas no consumo e no mercado de trabalho. Já representam cerca de 25% da população e movimentam mais de R$ 2 trilhões por ano.
Apesar disso, esse público ainda é pouco valorizado na publicidade e nos produtos oferecidos. Ao pensar em produtos e serviços para esse público, muitos empreendedores estão apostando na valorização da experiência das pessoas 50+ e impulsionam seus negócios com ações de inclusão.
🔗 Confira o panorama sobre o assunto aqui.
🔔 Nos vemos na próxima edição, mas antes só um lembrete….
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